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REFLETINDO SOBRE INCLUSÃO NA DANÇA

Nesta maneira de educar na dança, parece que é necessário rever conceitos. Não é trabalhar pela limitação, é trabalhar com a infinita possibilidade de movência de cada corpo - compreensão da potência ilimitada de expressar de cada indivíduo. Aprendi isto lendo uma entrevista de um dançarino cadeirante do Grupo Gira Dança (Natal).

Os trabalhos de dança contemporânea deste grupo revelam que corpos diferentes criam obras profissionais de dança, onde as diferenças enriquecem a arte, transcendendo as particularidades dos corpos e tocando a humanidade que há em cada um de nós. Aprendi que a arte não restringe os tipos de corpos, mas a estrutura social pode restringir.

Compartilho alguns dos vídeos do grupo que encontrei no youtube.

Abraços.
Yiuki Doi, artivista da dança

P.S. Trabalho de inclusão é diferente de um PROGRAMA DE INCLUSÃO.


VÍDEO 1: https://www.youtube.com/watch?v=vfrmvoZkqCk
VÍDEO 2: https://www.youtube.com/watch?v=rGNL26b4TkU
VÍDEO 3: https://www.youtube.com/watch?v=buQV4a_6Z_g

Como sobreviver desta insanidade e esquizofrenia que fomos arrastado?

Aos companheiros,

Como sobreviver desta insanidade e esquizofrenia que fomos arrastado? Compreendi que somos parte do meio que vivemos, a doença se introjeta em nós sem pedir licença. Desta maneira, descobri que necessito de tempo e espaço para me curar, reservar momento para me purificar deste caos doentio. Buscando me fortalecer para retomar a lida e a luta dentro do que posso. Acredito que cada um precisa criar seu ritual de cuidado/purificação no seu cotidiano (cantar, meditar, caminhar etc.). As pessoas me perguntam: Yiuki, como você está? Então, eu respondo: Estou estou bem, eu sempre estou bem! As coisas vão de mal a pior, mas eu sempre estou bem! Tenho chamado esta estratégia de esquizofrenia engajada. Recuso a me compactuar com esse mundo! Crio meu reduto de cura e busco sublimar os meus sentimentos, pois o pesadelo continua. Porém, tenho uma força que me alimenta, o qual vem do saber que a vida é um milagre - sempre me emociono ao conscientizar da minha existência, de estar vivo. Diante desta percepção, vejo que milagre maior é o encontro de pessoas com afinidades. É nisto que me apego para seguir adiante no pesadelo. Estar junto daqueles que buscam construir o mundo que eu acredito. Somos um milagre, então vamos dar risadas, vamos cantar e superar este momento. Não consigo ver o futuro, nada do futuro, mas consigo seguir adiante junto com vocês.

Yiuki Doi

p.s. Quem ainda não leu, o texto da Eliane Brum "Cem dias sob o domínio dos perversos" é uma ótima leitura para seguirmos adiante, fazendo arte também <3

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/10/opinion/1554907780_837463.html?fbclid=IwAR1l0n7FZBGPnQrxiJ4RW4uw8-dLozW9CqPjhBzvJn0WdEDPIBQjqoy26kw

Perguntas para um aprendiz

Adorei as 4 perguntas que a Profª Nara Calipo da Faculdade de Dança da FAP/UNESPAR fez hoje depois a aula do Estágio:

  1. O que foi incômodo?
  2. O que já sabia?
  3. O que foi revelado?
  4. O que reverberou?

Começar a usar essas perguntas no meu jeito de aprender e ensinar de maneira mais consciente!

Yiuki Doi

Experiência Não-Formal–Paulo Freire

Experiência não-formal acontece no tempo e espaço não formalizado, como trazer isso no cotidiano de uma aula disciplinada e formal? Talvez subvertendo o tempo dos acontecimentos dos conteúdos/práticas e ressignificando o ambiente de ensino. Ou em relação ao espaço, podemos elaborar transição de ambientes, mantendo os conteúdos.

Yiuki Doi

Dança Sintrópica no Assentamento do Contestado do MST (Lapa–PR)

Muitos conhecem a Agricultura Sintrópica do Ernst Götsch. Para quem não conhece segue o vídeo no youtube.

No fim de semana descobri que minha metodologia de ensino em dança também segue princípios similares dessa agricultura.

Gosto na minha oficina trabalhar alguns sistemas paralelamente, por exemplo: desenvolvimento do bipedalismo, irradiação central, espirais dos membros superiores e inferiores e estudos do olhar. Os exercícios se acumulam, ou também numa transição de um para outro pode ocorrer “podas” de enfoque - mas sempre elas permanecem e reverberam numa memória encarnada, se tornam adubos criativos.

Agricultura Sintrópica planta algumas especies juntas, pois isso gera sinergia e sintropia entre elas otimizando e potencializando os recursos energéticos para um desenvolvimento mútuo. Por isso, trabalhar com alguns sistemas paralelamente gera vigor no mini ecossistema. Acredito que o mesmo acontece com a dança - o resultado é uma dança vigorosa, cheio de pulsar da vida.

Foi assim que ocorreu a oficina de dança na Semana de Arte da Região Sul do MST. Todo esse procedimento advem junto de um ensino de dança baseado em certos fundamentos da educação somática, os quais consistem em focalizar o aprendizado na sensação, percepção, investigação, intenção, acionamento e na redescoberda da autoimagem do seu corpo.

Num intervalo curto de tempo, optou-se gerar um mini ecossistema dançante visando compartilhar o prazer da dança.

Agradeço aos mestres que estavam juntos comigo nesta aula, são várias pessoas que fizeram parte dos conteúdos compartilhados na oficina: Cintia Napoli, Alessandra Lange, Débora Bolsanello, Cinthia kunifas, Ralf Jaroschinski, Marila Velloso e Rosemara Viol. Tudo isso urdidos dentro das pesquisas e investigações realizadas nas aulas do SummuS Contato Improvisação.

Um agradecimento especial à Agente Cultural Sylviane Guilherme do MST, formada em Dança na FAP/UNESPAR, que fez esse convite especial para a Semana de Arte da Região Sul do MST. É uma artivista que gera muDANÇAS incríveis onde passa.

Voltei revigorado pela experiência no Assentemento. O Brasil do futuro que acredito é o que dialoga com a maneira de organizar e trabalhar do MST que integra cuidado e responsabilidade com os outros e o meio ambiente. Indico a todos conhecerem o trabalho do MST, pois ficarão surpresos pelo engajamento social e civil que eles possuem.

Yiuki Doi, integrante do coletivo SummuS Contato Improvisação.



FOTOS DA OFICINA por Yiuki Doi

Album completo no Facebook: https://goo.gl/kZUaRp

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Pilar móvel do templo Yakushi-ji e sua relação com a coluna vertebral

Templo Yakushi-ji: a coluna central é livre

image1300 anos sem desmoronar em terremotos! incrível o sistema de sustentação com mobilidade - inclusive sem fixar e colar as partes fundamentais da estrutura.

Existe uma matéria compartilhado no Facebook que desvenda o segredo da estrutura que permitiu esse templo a resistir a oito grandes terremotos. Segue o link da matéria aqui (precisará de uma conta no Facebook para acessar). O segredo principal é que a base dos pilares não são fixos, eles são encaixados. Assim, mesmo balançando com o terremoto, eles conseguem inclinar, aliviando a pressão sobre o pilar. Também os vários pilares do templo neutralizam o impacto entre eles por meio de uma “dança equalizadora”. Esse conjunto de ações protegem as fundações e as estruturas do templo. 

Coluna vertebral também precisa de mobilidade

15-human spinePara mim, podemos usar o mesmo princípio dessa arquitetura em relação à coluna vertebral. O travamento de alguma parte da coluna é uma indicação de que deve haver uma sobrecarga de força sobre algumas vértebras específicas da nossa coluna.

Numa posição de empurrar algo pesado, enquanto empurro realizo uma pausa. Logo em seguida, verifico se consigo fazer micro movimentos entre todas as vértebras:

1) Se sim, é uma indicação que estou usando a tensegridade, distribuindo os esforços em sinergia. É uma forma inteligente de usar o corpo.

2) Se não, significa que algumas articulações estão sobrecarregadas***.

Voltei a dançar sem dores novamente depois de compreender melhor esse princípio, pois tenho artrose aguda entre L4/L5.

Entender a relação entre os quatro arcos complementares da coluna (cervical, torácica, lombar e sacral) ajuda na mobilidade destes, que funcionam em oposição, como se fossem molas, aliviando a pressão nas vértebras. Saber controlar em micromovimentos o centro, a expansão e o recolhimento de cada um dos arcos, de forma autônoma e também complementar, é um exercício de consciência a ser adquirido com o tempo.

Compartilho essa informação a quem tem problemas de coluna ;)

Agradecimento especial a Priscila Lacerda Bassi, Carol Figner, Cinthia Kunifas e Débora Bolsanello que ajudaram na minha recuperação. Além delas, tem muitas outras pessoas que fazem parte da minha memória e experiência corporal, mas elas quatros passaram pontos importantes para a minha conscientização.

Abraços.

Yiuki Doi

***Se a resposta é número 2, se não desenvolver novos padrões de movimentos, com o tempo poder virar protusão, hernia e/ou artrose. O problema é que quando tem 20 anos a gente não possui essa percepção sutil da coluna, nem feedback das dores. Só depois dos 30 anos, quando já se gastou as articulações e o problema de coluna é instalado, que se costuma sentir que estava usando padrões de movimentos fixos e congelados. Então, necessita-se buscar ajuda para perceber, investigar e acionar novas maneiras de mover, visando distribuir o impacto sobre as vértebras. Para isso é necessário procurar ótimos profissionais da área da saúde e da educação somática.

P.S. Indiação:

Olhar, ver e memória visual

Para nossas aulas sobre pele e presença, compartilhamos esse trecho do texto da Frinéa Brandão para uma reflexão. Abraços. Yiuki e OberDan

“Queremos definir olhar. Primeiro diferenciando-o da visão. A visão é o ato ou o efeito de ver, função sensorial operada pelos olhos sob os efeitos da luz. O olhar é dirigir os olhos para alguém, um objeto, objetos diversos ou para si mesmo, sabendo distinguir cada objeto e diferencia-los de si mesmo.
Diferente é a memória do olhar. A memória do olhar para nós é uma das funções do olhar. Nossa memória não reproduz com exatidão, mas reconhece com nitidez um objeto olhado, uma sensação vivida. Nossa memória nem pode reproduzir as imagens com exatidão porque ela precisa se apropriar dessas imagens e sons para construir diversas funções psíquicas como, por exemplo, os mecanismos de defesa.
E isso só se torna possível porque somos seres carregados energeticamente. Através dos vários movimentos energéticos conseguimos ligar e desligar, apreender, reter, representar, dentre outros movimentos dinâmicos.
Nossa hipótese é que os olhos e a pele são uma única coisa. Um precisa do outro para funcionar, captar, processar, significar. É impossível vivermos sem pele. E se vivemos sem o olho órgão, temos a pele que faz a função da percepção. E cremos que ela só é possível porque envolvendo nossa pele, temos um corpo energético que faz parte desse invólucro. Invólucro que faz parte de uma grande cadeia energética.
Esse corpo que acima de tudo é energético pode se expandir, encolher, transformar e transmutar. Sua velocidade é tão grande que ainda não inventamos nenhuma maquina capaz de medi-la.” (Frinéa Brandão)
REFERÊNCIA: BRANDÃO, F. O olhar e a condição esquizofrênica. In: CONVENÇÃO BRASIL LATINO AMÉRICA, CONGRESSO BRASILEIRO E ENCONTRO PARANAENSE DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS. 1., 4., 9., Foz do Iguaçu. Anais... Centro Reichiano, 2004. CD-ROM. [ISBN - 85-87691-12-0]

Reflexão sobre “técnica” na dança

Gente, compartilho alguns dos pensamentos da Jussara Miller sobre técnica ;) Yiuki

TÉCNICA COMO PROCESSO INVESTIGATIVO - Jussara Miller apresenta a maneira como Klauss Vianna compreendia a técnica e o uso dela.  Para Vianna, o pensamento de técnica não é sinônimo de aquisição acumulativa de habilidades corporais oriundos de repetições mecânicas. Ele acreditava que no interior da técnica deveria haver espaço para o movimento único - para investigação e contribuições individuais. A pesquisadora pontua que é comum na dança a prática exaustiva e repetitiva de exercícios para conseguir movimentos virtuosos. Porém, na atualidade é necessário o entendimento da técnica como um conjunto de vários procedimentos de investigação e aplicação de conteúdo em prol de um indivíduo descobridor e reconhecedor de si.  Uma alerta descrita neste tópico é o cuidado de não hierarquizar as técnicas corporais, pois existem técnicas somáticas que melhoram o desempenho de outras técnicas (balé, circo, música etc.), no entanto, isso não significa que uma é preparação corporal para realizar a outra. A exemplo disso temos a técnica de Klauss Vianna, onde dançar já está imbuído do pensamento somático e, por essa razão, ela também pode contribuir para outras técnicas de dança. O diferencial nessa metodologia é que a própria construção didática já faz parte do processo investigativo prático da técnica, permitindo a ressignificação e atualização da técnica pelo próprio praticante.

TÉCNICA E CRIAÇÃO - A pesquisadora Jussara Miller trabalha a técnica como processo investigativo e criativo do corpo sensível do dançarino. Ela compreende-a como processo de construção do próprio corpo através da percepção e da experiência somática, os quais respeitam a individualidade do aluno a fim de promover descobertas e reformulação de si mesmo. É um procedimento que vai de contra ao adestramento, o condicionamento e a mecanicidade. A técnica é entendida como processo de investigação corporal para acessar um corpo cênico no território do corpo sensível e do corpo poético. Isto significa que não há separação da aula regular do processo de criação, as duas coexistem e por isso o aluno pesquisador trabalha todo dia a escuta do corpo criativo. Nesse ponto, acontece algo interessante, ao introduzir a criação na prática regular surge a flexibilização e auto regulação da própria técnica pelo praticante. Para Vianna criar significa estar no terreno das incertezas, os quais abrem possibilidades para erros e acertos.

REFERÊNCIA:
MILLER, Jussara. DANÇA E EDUCAÇÃO SOMÁTICA: A técnica na cena contemporânea. Seminário de Dança: O avesso do avesso do corpo: educação somática como práxis, Joinville, v. 4, p.147-161, 2011. Anual. Disponível em: <http://www.ifdj.com.br/site/wp-content/uploads/2015/10/IV-Seminarios-de-Danca-O-Avesso-do-Avesso-do-Corpo.pdf>. Acesso em: 06 out. 2016

SOBRE TÉCNICAS NA DANÇA
“Podemos fazer várias técnicas da dança, se o aprendiz é um investigador e criador, ele conseguirá subverter até uma didática mecanicista. Pois precisamos lembrar que antes de se tornar uma técnica fechada houve ALGUÉM QUE EXPERIMENTOU, INVESTIGOU E CRIOU aquela técnica. Se você consegue ver além da forma, conseguirá encontrar algo interessante nos 32 fouetté do Balé :) No entanto, enquanto facilitador e professor, sim, precisamos ter um olhar critico para não reproduzir metodologia e dídática que não nos interessam.” (Yiuki Doi)

Sincopa nas músicas de influência africana

A síncopa é a ausência do compasso da marcação de um tempo (fraco) que, no entanto, repercute noutro mais forte. No livro “Samba o dono do corpo” o pesquisador Muniz Sodré define síncopa como “uma alteração rítmica que consiste no prolongamento de um som de um tempo fraco num tempo forte” (1998, p.25). Essa característica gera um vácuo rítmico, uma batida que falta, o qual incita o ouvinte a preencher o tempo vazio com uma marcação corporal (palmas, meneios, balanços, dança).

A síncopa também ocasiona uma “descontinuação” na seqüência rítmica, rompendo com a constância. Isso acontece quando desloca a acentuação, ou seja, uma nota usualmente tocado no tempo fraco é acentuada soando forte, assim, ela ocasiona uma sensação de algo inesperado.

Para lidar com o inesperado, o corpo na síncopa é um corpo no drible constante - “no faz que vai, mas não vai” -  cheio de ginga. Segundo Sodré, o uso do sincopa para os negros escravos “Era uma tática de falsa submissão: o negro acatava o sistema tonal europeu, mas ao mesmo tempo desestabilizava, ritmicamente, através da síncopa ...” (Sodré 1998, p.25).

A pulsação marcada e cíclica dos ritmos das músicas africanas possuem relação com a cosmovisão e sua religião.

“O ritmo africano contém a medida de um tempo homogêneo (a temporalidade cósmica e mística), capaz de voltar continuamente sobre si mesmo, onde todo fim é o recomeço cíclico de um situação. O ritmo restitui a dinâmica do acontecimento mítico, reconfirmando os aspecto de criação e harmonia do tempo”. (Sodré 1998, p.19).

Sentir e perceber o ritmo é compreender o tempo e também a sua própria existência como ser humano no mundo. Assim, o ritmo é marcada no movimento por meio de pulso e balanço no quadril, tronco e pernas. O corpo dançado para a cultura africana não se dissocia da música, e este é um canal transmissor do axé -  energia vital que toda a matéria e os seres vivos possuem - para com seus deuses.  A música e dança, ou a dança e música, são categorias inseparáveis, onde uma depende da outra para existir e criar um sentido na vida.

Yiuki Doi

P.S.1 Anotações feitas para o trabalho de Interface entre Dança e Música da Graduação em Dança da UNESPAR (Março de 2017).
P.S.2 O livro “Samba, o dono do corpo” do Muniz Sodré é incrível. Uma leitura rápida e de custo acessível, mas potente em compreender a cultura de origem africana no Brasil.


Referências

A importância do músculo iliopsoas para a nossa saúde, vitalidade e bem-estar emocional.

O seguinde texto foi retirado do site www.yoguifeliz.com. A tradução foi feita no https://translate.google.com.br 

 

Yiuki


A importância do músculo iliopsoas para a nossa saúde, vitalidade e bem-estar emocional.

O iliopsoas é o músculo mais profundo e estabilizador no corpo humano, afetando o equilíbrio estrutural, amplitude de movimento, mobilidade articular e funcionamento dos órgãos do abdômen.

É o único músculo que liga a coluna vertebral para as pernas, responsável por manter-nos e que nos permite levantar as pernas para andar. A psoas saudáveis ​​estabiliza a coluna vertebral e fornece suporte através do tronco, além de formar uma boa prateleira órgãos abdominais.

músculo psoasEstudos recentes também considerar os psoas, um órgão de percepção composta de tecido bio-inteligente que incorpora literalmente aprofundar nosso desejo de sobreviver e florescer. Isto é, é o mensageiro primário do sistema nervoso central, que é também considerado como um emoções porta-voz ("borboletas na barriga"). Isto é porque o psoas está ligado com o diafragma através do tecido conjuntivo ou fáscia, que é afectada tanto pela respiração, e o medo reflexão.

Um estilo de vida e estresse acelerado gerar adrenalina cronicamente psoas tensos, preparando-se para correr, ou encolher em ação para nos proteger.Se mantivermos os psoas constantemente em tensão devido ao estresse, eventualmente, começa a encurtar e endurecer. Assim dificultar a nossa posição e funções dos órgãos que vivem no abdômen, resultando em dor nas costas, dor ciática, problemas de disco, degeneração quadril, períodos dolorosos ou problemas digestivos.

Além disso, um psoas apertados envia sinais de voltagem para o sistema nervoso, interfere com o movimento de fluidos e de afectar a respiração do diafragma. Na verdade, o psoas está tão intimamente envolvido nas reações físicas e emocionais básicos que quando está estressado cronicamente, está enviando os sinais de alerta do corpo contínuo, por isso pode afetar o esgotamento das glândulas supra-renais e do sistema imunológico . Esta situação é agravada pela maneira de sentar-se posturas ou nossos hábitos diários que reduzem os nossos movimentos naturais e contrair ainda mais músculo.

psoasMuitas posturas de yoga trabalha para liberar psoas tensão desnecessária; como um fluxo relaxado psoas nos permite jogar com a vida e implantar a nossa vitalidade e expressão criativa.

A psoas lançado alonga muito a frente das coxas e permite que as pernas e pélvis mover mais facilmente e independência. Melhorar a posição da coluna vertebral e ao redor do tronco, com o consequente impacto na melhoria das funções órgãos abdominais, respiração e do coração.

Quando cultivamos a saúde dos nossos psoas nossas energias vitais são reacendeu e se conectar novamente com o nosso potencial criativo.

kapotansanaEm algumas filosofias orientais psoas ele é conhecido como o "músculo da alma", um centro de energia do corpo principal. Quanto mais flexível e forte é o psoas, mais pode o nosso fluxo de energia vital através dos ossos, músculos e articulações.

O psoas é como um tubo de órgão de energia, umnúcleo que nos conecta com a terra, nos permite criar um suporte forte e equilibrada do centro de nossa bacia. Assim, a coluna vertebral se alonga e, através dela, pode fluir em toda a nossa vitalidade.

Fontes:
Pesquisa Liz Koch
Wonderful blogue Corpo Divino Yoga

IMPACTO DO AVANÇO TECNOLÓGICO NO CORPO E NA ARTE DA DANÇA

Recebi questionário da Juliana Greca referente ao impacto do avanço tecnológico no corpo e na arte da dança. O trabalho fazia parte da disciplina “Dança, Tecnologia e Comunicação” ministrada pela Profª Cristiane Wosniak na graduação em Dança da FAP. Compartilho com todos a minha reflexão sobre esses assuntos. Yiuki Doi

1) Tomando como base algumas informações apresentadas por António Damásio, é possível dizer que o ser humano conhece aquilo que é capaz de reconhecer, e para tanto, já nascemos com certo know-how oriundo dos genes. Todavia uma quantidade, bastante considerável, de situações nos escapam cotidianamente por conta de suas dinâmicas que se alteram frequentemente, causando um estado de reconstrução dos modos de se perceber ‘coisas’ em todo momento. Diante desse dado e considerando os avanços tecnológicos dos últimos anos, como você percebe o impacto da vida contemporânea sobre o corpo?

Acho que as principais mudanças decorrem do uso da internet, jogos, animação, computador, telefonia móvel e das ferramentas de comunicação como e-mail, facebook, whatsapp, youtube, sites, twiter, etc. Mudanças que têm oferecido uma virtualidade real na vida das pessoas. É real no sentido de influenciar toda a materialidade ao nosso redor. Porém, o mundo da tecnologia virtual as coisas operam de forma diferente. Sinto que muitos trazem a realidade virtual no mundo material e sentem dificuldade de confrontar com a concretude. Vejo alguns sintomas nesse aspecto, cito os quatro que é mais perceptivo:

1. Imediatismo da ação - A matéria é densa, o corpo possui massa, não podemos deslocar com a facilidade que acontece dentro de um monitor. Num imediato clique no site conseguimos obter respostas no mundo virtual, mas isso é uma solução no mundo virtual. Realizar algo na concretude requer maior tempo e dedicação.

2. Falta de persistência – Querer algo no imediatismo faz com que as pessoas não tenham persistência.

3. Multifocal – Vejo que a forma de operar as várias janelas e ferramentas no computador e nos jogos de videogames altera o modo agir com multifocos nas pessoas. Os jovens que dominam essas ferramentas fazem muitas coisas ao mesmo tempo, mas pouco profundo em cada foco. Isso não é defeito, pode ser uma qualidade em algumas circunstâncias, mas é preocupante quando se torna um padrão fixo.

4. Distanciamento com a natureza – Vejo que as pessoas perdem o contato com a natureza, elas se esquecem do tempo dela. Dentro da inteligência múltipla do Howard Gardner existe a categoria naturalística, a capacidade de compreender a organização e ciclos da natureza. O tempo virtual nos faz perder a noção de que somos sujeitos por um tempo maior do universo (a lua, estação do ano, vento sul, maré cheia, etc.). Isso cria disfunção no pensamento crítico e cria fissura no entendimento da nossa própria existência no mundo, pois somente conseguimos questionar a nossa existência se posicionamos espacialmente e temporalmente no mundo.

2) Quais seriam os rumos de uma dança que considera esses impactos?

Temos a arte digital que se abre para dialogar com a dança na atualidade. Mas, ela é uma opção a mais na criação artística como figurino, iluminação, cenário, etc. Ela é somente uma ampliação de possibilidade artística. A medida que barateia o uso dos aparelhos tecnológicos, haverá apresentações com realidade “espetacular” dos mundos digitais junto à dança. De certa maneira, todas as danças naturalmente agregarão a arte digital com o tempo. Uns mais, outros menos. A diferença é a acessibilidade dessas novas tecnologias, somente isso.

3) Quais seriam suas considerações e/ou comentários acerca do “corpo virtual”? Como você configura a materialidade desse corpo, como ele poderia ser uma ocorrência e/ou experiência física?

Não nego o corpo virtual e a realidade virtual como algo inerente a mim. Muito pelo contrário entendo que a realidade virtual é extensão do meu “espírito” e/ou meu “corpo”. Tenho dificuldade de definir e separar o que é “consciência”, “espírito”, “corpo” e “eu”. Também não consigo saber quando o sujeito termina e o mundo começa. Dessa maneira eu pergunto: É na minha superfície de pele que o “meu eu” acaba? Sinto às vezes que eu sou mundo e o mundo sou eu. Se a forma que eu vejo o mundo depende do meu óculo, já que sou míope, perder o óculo me altera fisicamente, emocionalmente e consequentemente muda a minha existência, o meu jeito de ser. Hoje, diariamente acesso computador e me relaciono na internet, são ferramentas de extensões do meu ser. Curioso pensar que a palavra "ser" define o homem, já que somos chamados de “seres” humanos. Eu acredito que sou o que organizo minhas percepções e pensamentos, os quais me fazem criar a consciência da existência minha no mundo. Tudo que auxilia a pensar e ampliar essa consciência, a qual impulsiona a mudar o mundo que vivo, se torna uma ocorrência e experiência física da minha pessoa. As experiências virtuais alteram a nossa realidade física, desde exemplo simples de vídeo-conversa com namorado que mora longe, ou quando a postagem do Facebook recebe várias curtidas. Fernando Pessoa disse “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”. O que acontece na contemporaneidade é que parte da nossa alma é virtual; só é necessário compreender que ela é uma “parte” da nossa “alma”. Se aprendermos a lidar bem com a virtualidade, podemos aumentar a nossa capacidade de ser junto ao mundo.

Reflexão sobre “O que é improvisação em dança”?

Fui questionado por Oberdan Piantino (organizador do projeto Cardume em Rede) sobre “O que é improvisação em dança e como relaciono a técnica de contato improvisação¹ dentro do meu fazer artístico da dança?” Compartilho com todos a minha reflexão sobre esses assuntos.  Yiuki Doi 

Para você, o que é Improvisação?

Por improvisação, entendo a elaboração de um movimento num intervalo de tempo muito curto. Possui a integração entre criação e intuição, aliada com todo repertório de informação e técnica que o dançarino possui. Os movimentos não são predeterminados, mas possuem intencionalidades que norteiam as suas escolhas, considerando todas as variáveis do ambiente (pessoas, arquitetura, objetos, figurino, plateia, etc.). Existem diferentes naturezas de intencionalidades para o improviso: às vezes a intencionalidade possui um aspecto estético e de composição; em outros momentos, sentimentos como a raiva podem nortear o dançarino; também podemos improvisar com ações físicas básicas como puxar, empurrar, rolar, ceder, etc.; há improvisos que derivam de uma partitura coreográfica predeterminada, mas a intencionalidade é desconstruir e reorganizar essa partitura original, aliando aspectos emotivos como satisfação, desejos, frustrações, etc.; existem improvisos com uma intencionalidade mais subjetiva e complexa, tal como dançar com o vulto imaginativo da amada que não se encontra mais. Dessa maneira, concluímos que existem inúmeras possibilidades de improviso em dança. E dentro desse leque, podemos criar um espetáculo de dança com várias sequências de improvisos, a dramaturgia da obra sendo instigada pelas cadências das intencionalidades. A improvisação em dança é interessante, pois provoca no público a curiosidade de compreender a intencionalidade dos movimentos e, dessa maneira, o movimento do performer é ressignificado pelo espectador. Assim, a cena com improvisação oferece potencial metafórico e imagético para o espectador. Existem vários fatores que contribuem para que uma dança seja poética, a improvisação é um dos elementos que podem contribuir para isso.

 

Para você, o que é Contact Improvisation? De que modo você diferencia o C.I. de outras formas de Improvisação?

Existem várias técnicas de dança, eu propriamente acredito que todas as técnicas são os meios da dança, não a finalidade da dança em si. Sempre lembro da diretora da desCompanhia de dança, Cintia Napoli, dizendo que técnica serve para nos libertar, não para nos aprisionar. Por isso, toda técnica serve para que se possa improvisar e encontrar novas lógicas que acionam o movimento particular do bailarino. Porém, algumas técnicas ajudam a improvisação no sentido de melhorar a propriocepção, a composição cênica e o movimento autoral do performer. Entre elas podemos citar o contato improvisação¹, body mind centering, view point, tuning scores, butoh, etc. Eu trabalho com o contato improvisação há cinco anos, porém, para o meu trabalho artístico, utilizo pouco o contato improvisação, pois penso que ele possui um enfoque de intencionalidade mais restrito que não supre, particularmente falando, a necessidade de comunicabilidade das questões que instigam a minha dança. Utilizo o contato improvisação para uma consciência corporal pessoal e como estilo de vida, pois ele é uma atividade de dança social e filosófica também. Apesar dele possuir o seu virtuosismo específico, creio que o seu diferencial em relação às demais técnicas está na generosidade e na escuta que é preciso na prática dessa dança, reverberando, assim, na maneira de viver dos praticantes de contato improvisação. As formas empregadas para organizar as jams², oficinas e festivais, dentro de uma cooperação e de uma ajuda mútua na comunidade de contato improvisação são específicas. Dessa maneira, o contato improvisação é uma dança que possui um caráter social e político muito forte, e creio que essas são as marcas relevantes dessa técnica que vem conquistando vários adeptos no Brasil.

 

Em que trabalhos, espetáculos ou aulas já tratou ou usou de improvisação?

Há nove anos sou um bailarino da desCompanhia de dança, a qual possui o improviso como uma das características de sua linguagem cênica. Todos os trabalhos da companhia possuem o improviso como elemento importante para a dramaturgia. Os espetáculos que participei na criação foram: Input (Grupo, 2014)”, IN-REAL acontecimentos poéticos” (Grupo, 2012), "sobre sujeitos, objetos e afetos (Grupo, 2012)", "Vozes do Outono" (Solo, 2011), Feche os Olhos para Olhar (Grupo, 2010)” , Lugares de mim (Grupo, 2008)”, Ainda é rosa (Solo, 2008)” e allsense (Grupo, 2005)”.

 


(1) CONTATO IMPROVISAÇÃO: É um diálogo corporal de duas ou mais pessoas por meio do vocabulário sensorial composto de toque, peso e pressão. É a aceitação do outro e de si na construção de uma dança única no presente. Inclui a integração da energia (KI), buscando um nível elevado de percepção da mente. Os movimentos que surgem da técnica lidam com a inércia, o momento, o desequilíbrio e o inesperado, podendo ir de um alto nível aeróbico a uma quietude física. Os princípios que guiam as aulas são a consciência corporal, expressão livre do movimento, técnicas de relaxamento, fluxo de energia e os princípios da física (peso, gravidade, condução, queda, rolamento, força centrífuga, etc.). A técnica nasceu nos EUA no início da década de 70, com Steve Paxton, e é associada ao movimento de contra-cultura por ser uma dança igualitária e democrática. Atualmente é praticada no mundo inteiro por ser uma excelente técnica de consciência corporal, sem barreiras físicas e culturais. (Texto conpilado por Marina Scandolara e Yiuki Doi em 2010)
(2) JAM: Abreviatura de Jazz After Midnight, usada por músicos para designar encontros ou sessões de improvisação e adotada pelos contatistas para seu encontros livre de Contato Improvisação.

Dançar

DANÇAR, seja qual for a inspiração, vamos dançar!!!!!!

Danço pra ter sentido a mim. Movimento precisa de sentido, ou mover cria sentido... tanto faz... danço para salvar a minha alma junto com a do mundo, afinal onde a minha alma começa e termina?   Yiuki Doi

Danço porque a palavra não basta... E o corpo transborda coisas que nem eu posso explicar... Marina Scandolara

Textos de compartilhamento para o projeto CARDUMES EM REDE em Floripa, por Yiuki Doi (Janeiro de 2014)

Pessoal, resolvi enviar esses textos antes de viajar. Penso em imprimir para entregar no dia, mas para as pessoas que gostariam de ler de antemão, segue os textos aqui em abaixo. Nesse fim de semana já estarei em Floripa ;) Obrigado pela oportunidade desse compartilhamento. Abraços e t+

Yiuki Doi - Designer gráfico formado pela UFPR, bailarino da desCompanhia de dança (2005-), professor e propositor do projeto SummuS Contato Improvisação (2010-) no Vila Arte Espaço de Dança, produtor e idealizador do Projeto Oficina Curitiba (2011-) e integrante do Fórum de dança de Curitiba (2010-).

P.S. Para conhecer o projeto o CARDUME EM REDE, segue o endereço eletrônico: http://cardumesemrede.blogspot.com.br/

TEXTOS:

Importância do Abraço

www.pharol-rh.com.br
Adaptado do texto A importância do abraço, do Prof. Jorge Luiz Brand e Rolando Toro Araneda, Biodança, coletânea de textos.

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Estudos têm revelado que a necessidade de ser tocado é inata no homem. O contato nos deixa mais confortáveis e em paz. O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse: O abraço é o melhor tratamento para a depressão. Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado. Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que você se sinta mais jovem e mais vibrante. No lar, um abraço todos os dias reforçará os relacionamentos e reduzirá significativamente os atritos. Helen Colton reforça este pensamento: Quando a pessoa é tocada, a quantidade de hemoglobina no sangue aumenta significativamente. Hemoglobina é a parte do sangue que leva o suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro. O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo, no caso de alguma enfermidade.

É interessante notar que reservamos nossos abraços para ocasiões de grande alegria, tragédias ou catástrofes. Refugiamo-nos na segurança dos abraços alheios depois de terremotos, enchentes e acidentes. Homens, que jamais fariam isso em outras ocasiões, se abraçam e se acariciam com entusiasmado afeto, depois de vencerem um jogo ou de realizarem um importante feito atlético. Membros de uma família, reunidos em um enterro, encontram consolo e ternura uns nos braços dos outros, embora não tenham o hábito dessas demonstrações de afeição. O abraço é um ato de encontro de si mesmo e do outro. Para abraçar é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro. Por isso, é fácil abraçar uma pessoa estimada e querida. Mas se torna difícil abraçar um estranho. Sentimos dificuldade em abraçar um mendigo ou um desconhecido. E cada pessoa acaba por descobrir, em sua capacidade de abraçar, seu nível de humanização, seu grau de evolução afetiva.

É natural no ser humano o desejo de demonstrar afeição. Contudo, por alguma razão misteriosa, ligamos ternura com sentimentalidade, fraqueza e vulnerabilidade. Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem. O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e de ter valor. É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe. Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho? Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais? Quando você encontra um amigo, costuma cumprimentá-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal? A emoção do abraço tem uma qualidade especial. Experimente abraçar mais. Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva. Que tal experimentar a terapia do abraço?

Luiz Antonio Silva é palestrante, com foco em comportamento pessoal e tendência organizacional.
Visite o site: www.pharol-rh.com.br ou nos adicione em seu facebook:
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PANORAMA de C.I. em Curitiba – Paraná

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Foto: Vinicius Gomes de Carvalho

Curitiba, 12 de Janeiro 2014

Há oito anos, a difusão do contato improvisação em Curitiba se fortalece com o trabalho do alemão Ralf Jaroschinski, que vem ministrando oficinas regularmente. Nesse intervalo de tempo (2006-2013), ele ministrou oficinas em C.I. nos seguintes espaços: Balé Teatro Guaira (BTG:2011,2012,2013), Faculdade de Artes do Paraná (FAP:2011,2012,2013), Escola de Dança do Teatro Guaira (EDTG:2012), Grupo de Teatro da PUC(2012), Centro de Desenvolvimento do Ki (2011,2012) e na Casa Hoffmann Centro de Estudo do Movimento do Município (2006-2010). Essa ação contínua de difusão do C.I. foi primordial para a origem do projeto de pesquisa e difusão SummuS Contato Improvisação fundada por Marina Scandolara e Yiuki Doi, em 2010, no Vila Arte Espaço de Dança, estabelecimento dirigido por Cintia Napoli.

Em 2011, Ryan Lebrão e Christopher Michael lançaram a proposta de um projeto de extensão em Contacto Improvisação pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) intitulado “AprimorandoContato”, sob a orientação da professora Gladis Tridapalli. A pesquisa em Contato Improvisação teve continuidade no Projeto de Extensão UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da FAP, coordenado pela professora Rosemeri Rocha. Neste espaço a pesquisa foi desenvolvida pelos propositores Ryan Lebrão em parceria com Marina Scandolara (2012). Atualmente, o projeto está sendo desenvolvido por Ryan Lebrão (2013).

Importante ressaltar que alguns artistas da dança residentes em Curitiba, tais como, Rosemeri Rocha, Gládis Tridapalli e Marila Velloso desenvolveram alguns princípios de CI a partir de experiências dos cursos de formação realizados no País e no exterior, após o contato com os seguintes artistas: Steve Paxton (USA), Davi Zambrano (USA), David Ianitelli (BA), Tica Lemos (SP), Adriana Grecchi (SP) e Lisa Nelson (USA). As artistas expandiram os conceitos desta técnica, articulando-os com conteúdos existentes nas suas pesquisas individuais, de modo artístico e formativo juntamente com seus pares, dentro de instituições, grupos e companhias em Curitiba.

Na cidade não há jam purista de contato improvisação, mas existem espaços de improviso de dança, como o “Improviso Dança e Música” ocorre no 1º domingo do mês proposto pelo UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da FAP com o apoio do projeto SummuS Contato Improvisação desde 2010 (até Maio de 2013 acontecia no Museu Oscar Niemeyer, atualmente acontece na Casa Hoffmann Centro de Estudo do Movimento). No período de 2006 a 2009 foi proposto na cidade o projeto “Dança de Portas Abertas”, realizado na Casa Hoffmann Centro de Estudos do Movimento do Município no último domingo do mês, tal proposta integrava o “Programa Dança Cidade” elaborada por Marila Velloso em sua gestão como coordenadora de Dança na Fundação Cultural de Curitiba. Outros improvisos foram organizados na cidade como, por exemplo, “Improvisos no Barracão da FAP (2011)” proposto pelo UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança, “IMPROV sem lideres - sem seguidores (2012)” proposto pela Lenita Silveira, “jam session Obragem Amorfou (2012)” do Grupo Obragem de Teatro, assim como outros projetos de artistas que se deram de modo aleatório.

Atualmente a difusão de contato improvisação em Curitiba acontece por meio de aulas, oficinas e Jam´s realizadas pelo UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança e SummuS Contato Improvisação, sediados respectivamente na Faculdade de Arte do Paraná e no Vila Arte Espaço de Dança. Os praticantes de contato improvisação na cidade buscam a atualização da técnica principalmente nos eventos que acontecem em São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre. Entre os eventos importantes dessas cidades podemos citar o “Encontro Internacional de C.I. de São Paulo”, “Festival Sul em Contato” de Porto Alegre, “Festival Internacional de C.I. na Natureza de Gamboa”, Projeto “Intensivo de C.I.” e “Imersão em C.I.” de Florianópolis.

SummuS Contato Improvisação & UM – Núcleo de Pesquisa em Dança da FAP (Texto escrito com a colaboração de Marina Scandolara, Rosemeri Rocha, Yiuki Doi, Marila Velloso, Cintia Napoli e Túlio Tibério Medeiro. )

O que é a Pequena Dança?

Por Marcio Baraco

Fique de pé, numa posição neutra, joelhos só um pouquinho dobrados. Relaxe suas pernas o máximo possível, antes de começar a cair. Preste atenção na oscilação do seu corpo.

A pequena dança é o fluir dos pequenos movimentos que o seu corpo faz para se manter em pé.

O estado da Pequena Dança é muito mais complicado que simplesmente ficar nessa postura. A ideia é ativar a habilidade que o corpo tem de encontrar o seu lugar no espaço sem precisar da muleta do pensamento consciente. O corpo sabe, mais ou menos como quando você está caindo você não precisa pensar onde está o chão ou como amortecer a queda. O estado da Pequena Dança é a ativação desse saber corporal. O truque é não inibir os reflexos automáticos do corpo e ao mesmo tempo não inibir os pensamentos.

Existe um exercício de meditação que faz uma coisa parecida, que é prestar atenção na sua respiração sem controlá-la. É meio estranho, porque no começo parece que prestar atenção e controlar com o pensamento são exatamente a mesma coisa, que os dois funcionam do mesmo jeito. Só de voltar o olho da mente para lá parece que sua caixa torácica se torna mais ordeira. Mas aos pouquinhos você vai diferenciando a atenção da necessidade de controlar e organizar e fixar. Isso quer dizer que a sua atenção se torna melhor e mais poderosa.

A Pequena Dança é absurdamente importante no CI porque praticamente todo o resto das práticas dependem da capacidade de ativar esse saber corporal. Por exemplo, quase todas os movimentos que parecem acrobáticos no CI na verdade não são acrobacias num sentido muito tradicional do termo, porque a ideia não é fazer movimentos que sejam difíceis, mas simplesmente deixar o seu corpo ocupar lugares não ordinários. Então por exemplo quando alguém sustenta outra pessoa no ombro, o esforço muscular é muito pouco, o que acontece é que essa pessoa está deixando o corpo se adaptar àquele peso, e isso quer dizer que a estrutura de sustentação acontece com espontaneidade, sem esforço e sem musculação. E a pessoa que está suspensa também está fazendo a Pequena Dança, deixando o corpo se adaptar àquela situação.

A Pequena Dança é um dos "componentes" mais antigos do Contact Improvisation. Ela já existia até antes desse nome, era parte da performance chamada Magnesium: A ideia era tentar descobrir uma forma de sair da Terra sem se preocupar com a reentrada. E na prática isso queria dizer que os bailarinos meio que saltavam uns contra os outros e deixavam o movimento acontecer a partir dessa situação. Mas depois disso seguia-se um período deles em pé, com essa qualidade de movimento. Era o The Stand ou Small Dance.

Sem pressa, você pode começar a experimentar variações. Faça a Pequena Dança em outras posições. Eu gosto muito de fazer com a ponta de um pé sobre o outro. Você pode tentar a Pequena Dança com pesos. Ou usar alguma estrutura ou equipamento. Num dia de muito vento você pode tentar fazer a Pequena Dança contra o vento, deixando que a interferência leve o seu corpo a uma oscilação mais pronunciada. Eu gosto de usar o movimento do ônibus, se bem que se não estiver bem vazio (ou se o motorista for dos raivosos) isso pode ser um pouco arriscado. Enfim, experimentar variações para puxar a sua atenção até onde ela não estava indo antes.

Tente descobrir também que a Pequena Dança não é um estado inativo, mas justamente o contrário. A Pequena Dança é uma ativação. É uma atenção ativa. É colocar tanto o pensamento consciente do nosso córtex frontal quanto o reflexo animal do nosso cerebelo em ação. É reagir com o corpo inteiro. E é reagir com a alma inteira.

Mas também é uma relação ativa com o espaço que nos cerca, com o mar de gravidade no qual estamos mergulhados. Pequena Dança é uma forma de reagir ao mundo, mas não de negá-lo. Ou seja, você se adapta, não indo contra a situação, mas explorando as possibilidades dessa situação. Pequena Dança talvez seja perceber que cada instante está cheio de possibilidades novas.

O objetivo final é trazer a qualidade da pequena dança para uma dança coletiva. É a partir daí que as relações entre os corpos começam a se expandir. É por causa dessa atenção que podemos explorar movimentos de forma livre, expandir as liberdades dos movimentos. E torna-se também, quase que espontaneamente, um tipo de inteligência corporal. Uma visão muito particular mas também muito rica do corpo. E uma experiência criativa.

Trata-se de um exercício bem simples, mas que precisa de uma prática prolongada. É também um exercício de CI que dá pra praticar sozinho (e você não precisa contar pra ninguém quando exagerar na nerdice e passar horas praticando... :-) Parece que o Steve Paxton colocava seus bailarinos nesse exercício por longos períodos. Tem até uma entrevista que ele brinca que a sua "performance ideal" seria dois bailarinos passando 20 minutos ou mais em Pequena Dança e só depois, a partir daquele ritmo interno que eles estivessem descobrindo, começar a entrar em movimento com o outro.

E talvez o maior desafio, e o que exige mais maturidade, é começar a prestar atenção na Pequena Dança da pessoa que dança com você. Costumamos chamar isso de Escuta, mas é legal lembrar que essa é uma extensão da Pequena Dança, é a capacidade de localizar o fluxo de movimentos do outro e aceitar ele e então conectar-se com ele. É um "entrar em contato" muito mais profundo.

(Para Fran)

気 - Ki - Energia Vital


A energia vital que toda a matéria e os seres vivos possuem em japonês se chama Ki (気), um kanji que possui origem do ideograma chinês. Ele é usado em varias locuções linguísticas no quotidiano japonês, muitas vezes absorvemos essas expressões sem refletir o por quê de se usar esse ideograma nelas. Compartilho abaixo um pouco da cultura japonesa com vocês. Abraços. Yiuki Doi
  1. Sentindo-me (feeling)= kimoti (気持ち) = ki (energia) + moti (segurar): Sentir é como asseguramos as energias.
  2. Favorito = kiniiri (気に入り)= ki (energia) + ni (preposição de destino) + iri (entrar):  Refere-se àquilo que favorecemos a entrada dentro do nosso ki.
  3. Não ligar = kinishinai (気にしない) = ki (energia) + shinai (não fazer): Não ligar, não se preocupar ou não se importar em japonês significa não transformar em energia. O contrario disso seria Kinisuru (気にする) que significa se importar-se, preocupar-se e ligar-se.
  4. Avoado = nonki (呑気) = non (repuxado, retido, engolido) + ki (energia): Uma pessoa avoada é aquela que repuxa o seu ki desconectando-se do seu entorno. É dita como sossegada e tranqüila, mas por ser desligada da realidade geralmente não é bem vista pela sociedade.
  5. Ter atenção = kiwotsukeru (気を付ける)= ki (energia) + wo (preposição) + tsukeru (conectar): Ter atenção é conectar a nossa energia para as coisas que nos rodeiam. Muitas vezes também se usa a expressão Kigakiku (気が利く) no japonês. O Kiku significa eficiente e por isso Kigakiku se refere as pessoas que possui a capacidade de entender o contexto e ser eficiente nela. É apreciada essa virtude para um japonês, pois entender e fazer parte do lugar ou da situação são essenciais numa convivência nipônica. No português tem uma palavra que lembra o Kigakiku, seria o prestimoso.
  6. Espairecer = kibarashi (気晴らし) = ki (energia) + barashi (fazer um céu azul): Dissipar as nuvens internas para que nosso ki se clareie que nem um céu azul.
  7. Mesurar-se = kigane (気兼ね) = ki (energia) + gane (combinar): Para combinar a energia com os outros precisamos restringir uma parte nossa, nesse contexto usamos a palavra kigane em japonês. Kigane é cansativo, pois existe uma restrição e privação de energia. Algumas pessoas causam isso e outras vezes algumas situações ocasionam isso. Kigane é necessário num contexto social japonês, faz parte da educação nipônica. No Japão não se aprecia pessoas efusivas e expansivas demais, as energias pessoais devem estar de acordo com o ambiente.
  8. Estado físico = kibun (気分) = ki (energia) + bun (parte): kibun não está bem, kibun está mal (estou passando bem, estou passando mal). Estado físico é uma parte do Ki de uma pessoa. Assim, pela etimologia podemos concluir que somos um ki maior do que somente a matéria.
  9. Ater-se = kininaru (気になる) = kininaru = ki (energia) + ni (preposição de destino) + naru (transforma-se): Usa-se esse termo kininaru para algo que se torna energia dentro de ti. Pode ser preocupação, curiosidade, afeição, etc. Algo externo chama a sua atenção, pois ele se torna energia.
P.S. Pesquisei a etimologia dos ideogramas e interpretei com a minha vivência como nissei.
P.S. Certa vez aprendi na “Nova Acrópole - Curso de Filosofia à maneira Clássica” que a tradição pode ser entendida como aquilo que se repete independente do tempo, espaço e cultura. Desta maneira, em muita ocasiões não sinto a diferença no uso da palavra Chí (China), Ki (Japão), Axê (África) e Prana (Índia).
P.S. Outra curiosidade, Aikidô em japonês escreve 合気道.
• Ai (合) = unificação, integração ou sintonia;
• Ki (気) = energia vital, a força vital que, num sentido restrito, anima o ser humano e, num sentido amplo, é o campo de energia que permeia todo o universo;
• dô (道) = caminho, senda (esse ideograma também pode ser pronunciado como michi).

SOBRE PRESENÇA: 50-50 (o mais importante)

por Marcio Baraco

O Ciclo I (da Imersão em Contato que aconteceu em dezembro/2012 em Floripa) foi muito intenso, e eu quis em algum momento escrever sobre tudo que vi e senti e aprendi, mas talvez isso seja demais ou talvez eu já nem lembre de tudo, mas preciso ao menos escrever sobre a coisa mais importante.

Quem esteve lá vai reconhecer essa coisa como a regra do 50-50. Mas eu queria contar a história.

Começou com o Gustavo comentando que algumas pessoas faziam os exercícios para dentro, olhando só pra si. A Catalina então se perguntou se ter alguém assistindo fazia diferença, e fizemos uma experiência de nos organizar como uma platéia. E nesse momento algumas pessoas se voltaram totalmente para fora. A Iris discordou, então, que, pra ela, era preciso manter 50% dentro e 50% fora.

E claro que não faz sentido querer medir isso, por exemplo querer saber a diferença entre 50% pra fora e 48% pra fora, mas é a tentativa de articular essas duas realidades, de misturar esses dois modos do estar, eu acho.

E me pareceu também que eram dois tipos de corpo, duas corporalidades (que essa palavra tá na moda). O corpo "para fora" e o corpo "para dentro". Introspecção e exibição, de um lado, mas também "corpo dançante" e "corpo cotidiano". Só que o cotidiano não é exatamente introspectivo, só se misturam mesmo numa busca de algo diferente do corpo-balé, do sistema de dança, se misturam só por serem quebras (possíveis) de um sistema de dança que já não parece suficiente.

E essa tentativa de articular esses dois corpos parecia em mim ser de novo o mesmo foco do CI, a mesma atitude, a mesma atenção que o CI já tinha, principalmente no começo, mas que agora eu estaria criando com minha vontade, ao invés de ser algo que o contato físico com outros corpos ativa automaticamente, visceralmente, por isso involuntariamente.

Mas acho que a mágica estava justamente em ter essa atenção no corpo cotidiano. Por exemplo, muito tempo atrás fiz teatro para trabalhar minha timidez e aprendi a ter um corpo de palco, que faz o que tem que fazer sem timidez, mas a minha timidez ainda estava toda lá, o que era diferente era só o corpo de palco. Então a vida normal não ganha essa energia, a presença fica toda dentro do palco, e fica por isso limitada, limitada ao palco. A busca de um corpo que dança sem deixar de ser cotidiano é uma expansão da dança no mesmo sentido da "desconstrução" do Derrida: uma explicitação de pressupostos, uma investigação das estruturas que nos permitem ser.

Isso é claro não quer dizer que o CI tem que ir para o palco, nem o contrário, mas quer sim dizer que as fronteiras entre uma coisa e outra são complicadas, e vulneráveis a um tipo de questionamento.

Em outras palavras, buscando esse 50-50 em alguns momentos me coloquei em situações que não eram nem uma coisa nem outra.

Na Casa da Tita aconteceu uma performance comigo, com a Iris e o Ricardo. Quando apoiei minha cabeça na Iris ela me fez cafuné, e receber isso foi gostoso tanto como corpo cotidiano quanto como corpo performático. Daí eu falei "Você é um doce", e em algum nível eu sabia que isso era tanto uma fala pessoal quanto uma performance, que falava isso tanto pra ela quanto pras pessoas que estavam assistindo, e até talvez pras pessoas que estão lendo esse texto que eu ainda iria escrever depois. E nessas o Ricardo entra na cena, com uma postura mais cômica-palhaço, mas mesmo isso acolhia a ambiguidade da fronteira, do 50-50, era ainda um pessoa complexa e multifacetada reagindo a uma circunstância muito livre e muito rica de possibilidades. E essa riqueza de possibilidades, me parece, era construída justamente no nosso embaralhamento/articulação de fronteiras.

Um desvio do raciocínio: não acho que se trate de sinceridade. Que eu sinta uma enorme admiração pela Iris, ao mesmo tempo que eu morreria de medo de ter uma relação mais íntima com ela, isso estava no meu "Você é um doce", mas a riqueza de possibilidades não vem disso. A mesma frase falada parada, não dançando, não seria especial. E muitas outras frases absolutamente falsas poderiam ter criado dinâmicas semelhantes. Não se trata de retirar máscaras, acho, mas de máscaras mais complexas, máscaras metalinguísticas, que falam da retirada das máscaras.

Toda essa multiplicidade de níveis serve para um fim não múltiplo: Para construir a presença. Ou seja, não é uma reivindicação de uma arte complicada. Tudo isso cria complicações, mas essas complicações são importantes apenas enquanto podem ser (ou estão sendo) alinhavadas pelas pessoas, reais e concretas, quer as que estão sobre o palco, quer as que as assistem. Presença talvez seja só um nome a mais para essa ação de alinhavar.

Marcio Baraco

ESCAMBO CINÉTICO: Yiuki Doi e Ralf Jaroschisnki

FONTE/INSCRIÇÃO: Sympla O Centro Cultural Teatro Guaíra através do Balé Teatro Guaí ra, em parceria com a ABABTG, lança a terceira oficina ...